Portugal

Reservar hotéis inteiros com a Covid-19: a proposta das Pousadas de Portugal para a reabertura a 5 de junho

Ficaram encerradas desde o período mais aceso de contágio do coronavírus, mas agora as Pousadas de Portugal começam a desconfinar. A 5 de junho vão reabrir seis, em Viana do Castelo, Valença, Bragança, Aveiro, Alcácer do Sal e Sagres, com medidas adaptadas aos tempos da Covid-19, incluíndo a possibilidade de "famílias ou grupos de amigos" poderem "alugar em exclusivo todo o espaço e usufruir de um castelo, um palácio, um mosteiro ou um convento em privado e em maior segurança".

"Vamos reabrir primeiro pequenas pousadas, onde é mais fácil o distanciamento social", explica José Theotónio, CEO do grupo Pestana, que detém a concessão, referindo que o surto do coronavírus e a paragem a que forçou foi como "um chilique, e a 31 de março fechámos todos os hotéis e Pousadas que temos em Portugal".

A 5 de junho, o grupo também vai voltar a abrir quatro hotéis-apartamento, por ser uma tipologia que permite maior distância entre as pessoas, designadamente em Cascais e no Algarve (Pestana Alvor South Beach, Vicking e D. João Villas), além do casino da Madeira. Reabertos já estão o Pestana Tróia eco-resort, além de todos os campos de golfe do grupo. As reaberturas serão marcadas com "uma campanha de agradecimento aos profissionais de saúde, que desde o primeiro momento têm estado na linha da frente a combater a pandemia", a quem é oferecido desconto de 50% nas estadias.

"É muito bom trabalhar em reaberturas, e bastante melhor que em encerramentos. Para nós, já significa ver um bocadinho a luz ao fundo do túnel", refere José Theothónio, lembrando que a crise do vírus apanhou o grupo hoteleiro português numa fase de grande expansão, tinha inaugurado o seu 100º hotel em Nova Iorque, tinha fechado 2019 com um volume de negócios consolidado de €450 milhões, preparava-se em 2020 para ter outro ano de ouro e "o melhor de sempre".

"Em setembro podemos ter 50% da capacidade preenchida"

"Faltava-me esta experiência como gestor: ter ativos que valem milhões, mas cuja receita é zero. Percebo agora o que é gerir uma startup", confessa o presidente executivo do grupo Pestana.

Não podendo contar com os turistas estrangeiros, as reaberturas do grupo Pestana em junho vão ser "um teste ao mercado nacional, que representa 30% da nossa atividade", refere José Theotónio. "Vamos experimentar, agora tem de haver uma gestão diária. Se o mercado nacional responder bem, em julho poderemos abrir mais umas dez unidades, e talvez alguns hotéis já de maior dimensão".

Mas frisa que "esta nunca será a verdadeira retoma, que vai depender dos mercados internacionais, sem transporte aéreo não há turismo em Portugal". Segundo o CEO do grupo Pestana, "há notéis nossos que não vão reabrir este ano", e "no melhor cenário, em setembro podemos ter 50% da nossa capacidade preenchida".

As reaberturas das pousadas e dos hotéis Pestana vão ser acompanhadas de um conjunto de medidas sanitárias. Os trabalhadores terão máscaras, viseiras, luvas e protetores dos sapatos, aos hóspedes é recomendado distanciamento social e o uso de alcoól-gel. Foram criados circuitos de circulação para garantir distância, as receções passam a ter acrílicos de segurança, e os restaurantes das unidades funcionam por marcação ou 'take away'.

"Os hotéis vão reabrir de forma muito diferente de como fecharam, e para nós também vai ser uma experiência nova a avaliar a cada dia", adianta José Theotónio.

"Sabemos que a retoma vai ser muito gradual, nunca antes de 18 a 24 meses, e as empresas têm de se habituar a viver na austeridade para sobreviver até ao momento seguinte da pandemia", conclui o presidente executivo do grupo Pestana.

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