Paraguay

Nas asas da lavagem, manicure tem helicóptero e pedreiro é dono de avião


Nas duas histórias investigadas pela operação Ícaro, há um só pano de fundo: “laranjas” do narcotráfico

Baron apreendido no aeroporto Santa Maria já deu fuga a integrantes do PCC e tem pedreiro como dono. (Foto: Silas Lima)
No mês em que o trabalho lhe rende melhor remuneração, manicure que mora em São Luiz do Maranhão obtém R$ 1.800. Dona de uma motocicleta Honda Biz, ela teria um meio de locomoção bem mais rápido e típico de endinheirados se morasse em Mato Grosso do Sul, onde aparece como proprietária de helicóptero Robinson R44, avaliado em R$ 900 mil.

O hangar do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), em Campo Grande, também abriga uma aeronave avaliada em R$ 2 milhões e registrada em nome de pedreiro. Nas duas histórias investigadas pela operação Ícaro, há um só pano de fundo: crime de lavagem de dinheiro.

De acordo com a delegada Ana Cláudia Medina, os “laranjas” ocultam bens de organizações criminosa, sendo a aeronave usada até para dar fuga a integrantes da facção PCC (Primeiro Comando da Capital).

Apesar de não serem flagrados com drogas, aviões e helicópteros mostram a face alada do tráfico, usadas para cruzar o céu do Estado com cargas milionárias de cocaína. As apreensões descapitalizam o narcotráfico, dentro da máxima de “doer no bolso”.

Avaliado em R$ 900 mil, o helicóptero foi apreendido em 12 de setembro do ano passado após pouso de emergência em fazenda de Ribas do Rio Pardo, a 103 km de Campo Grande.

Sem plano de voo, o piloto foi evasivo, relatando somente que vinha de Campinas (interior de São Paulo) e levaria a aeronave para o dono no Maranhão. O helicóptero aparece em nome de empresa no Sergipe, que informou ter vendido o Robinson 44. A investigação levou à manicure, com média de salário de R$ 1.500, como a proprietária.

Helicóptero que fez pouso forçado em Ribas do Rio Pardo é de manicure que tem renda de R$ 1,5 mil. (Foto: Silas Lima)
Segundo a delegada, o modelo é fácil de operar, por isso ganha a preferência do narcotráfico. Em setembro deste ano, destroços de um Robinson 44 (prefixo PR-FIN) foram encontrados na área rural de Iguatemi, a 466 km de Campo Grande. A investigação do Dracco revelou uma história curiosa: o helicóptero não caiu. Houve pouso de emergência e indícios de que foi ateado fogo.

Com capacidade para seis pessoas, o bimotor Baron, que oficialmente é de um pedreiro, foi apreendido em julho do ano passado no Aeroporto Santa Maria, na saída para Três Lagoas.

Gambiarras – Os voos criminosos, tanto por servir ao tráfico quanto por expor às pessoas a risco, têm suas estratégias. A delegada explica que um dos recursos é desligar ou remover o ELT (Transmissor Localizador de Emergência). A caixa amarela na traseira do avião indica a localização para socorro em caso de acidente.

Titular do Dracco, delegada Ana Cláudia Medina lidera a operação Ícaro. (Foto: Silas Lima)
Outro estratagema é aumentar a capacidade de armazenamento de combustível, capaz de assegurar, por exemplo, um voo de Mato Grosso do Sul a Colômbia, sem parada para reabastecimento.

 As aeronaves recebem tanque suplementar, que assegura mais duas horas de voo, ou o combustível viaja em galões. Os precavidos viajam com duas bombas, caso uma falhe, para o “copiloto” ir mandado o combustível para o tanque da aeronave.

Em um dos flagrantes, foi preciso retirar o assoalho para encontrar o sistema clandestino de abastecimento.

No mês de agosto, em Corumbá, porta de entrada para a rota de cocaína, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), inaugurou radar para detectar aeronaves em um raio de 450 quilômetros e em baixa altitude, como costumam voar aviões envolvidos com o tráfico internacional de drogas.

Perigo no ar: sistema de bombeamento de combustível é gambiara para avião percorrer longas distâncias sem parada para reabastecer. (Foto: Silas Lima)
Ícaro – Pioneira no Brasil, a operação Ícaro teve a primeira fase em 2015 e dede então investiga crimes que afrontam a segurança de voos. A ação começou para apurar o uso de peças furtadas na manutenção de aeronaves.

Em setembro do ano passado, teve a fase “Teto baixo”. O grupo investigado adulterava aeronaves para que percorressem longas distâncias sem abastecimento. O objetivo era não dar brecha para que as forças de segurança conseguissem flagrar os carregamentos de drogas. O grupo também tentava fazer os trajetos fora do alcance de radares. – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

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