Sao Tome
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Aberta mais uma polémica em torno dos acontecimentos de 25 de novembro

O Governo repudiou e condenou as declarações do Presidente da Comissão Económica da Comunidade dos Estados da África Central, Gilberto Veríssimo, proferidas numa entrevista dada na sede da União Africana em Adis – Abeba na Etiópia.

Na entrevista à Rádio França Internacional Gilberto Veríssimo anunciou que uma equipa de peritos da Comunidade dos Estados da África Central, realizou um inquérito sobre os acontecimentos de 25 de novembro de 2022, em São Tomé.

O inquérito no terreno demorou 30 dias. Gilberto veríssimo e adiantou que já tem em mãos o relatório preliminar, que será entregue aos chefes de estados da União Africana na cimeira de 25 de fevereiro na República Democrática do Congo.

«Felizmente naquilo que aconteceu em São Tomé, as provas são públicas. Alguns dos protagonistas deram-se ao desfrute bizarro, de fazerem fotografias e filmagens e divulgaram como se trata-se de algo normal», denunciou.

O Presidente da Comissão Económica da África Central, explicou que tais provas «foram apreciadas pela nossa missão, e isso é que nos permitirá também fazer o relatório aos Chefes de Estados».

Provas consideradas irrefutáveis pela Comunidade dos Estados da África Central, e que segundo Gilberto veríssimo foram publicadas pelos próprios protagonistas. «É muito difícil que alguém hoje possa dizer que os vídeos, e as fotos sejam montagens. Isso porque foram divulgadas imediatamente depois dos factos», precisou.

O Governo de São Tomé e Príncipe reagiu de imediato. Lamentou a atitude do Presidente da Comissão, económica da África Central, e considerou que o pronunciamento de Gilberto Veríssimo, «põe em causa o bom nome do País».

Mais ainda, o executivo liderado por Patrice Trovoada, declarou no comunicado, que apesar de não conhecer as conclusões do relatório preliminar da CEEAC, «não entende a intenção, nem a razão de tais expedientes, pelo que repudia e condena de forma veemente a atitude do Presidente da Comissão Económica dos Estados da África Central».

Por sua vez os partidos da oposição, insurgiram contra o posicionamento do governo.O MLSTP líder da oposição, expressou repúdio num comunicado lido pelo militante Wando Castro.

«Repudiar o comunicado precipitado e atabalhoado do governo são-tomenses que desde o início deste processo tem agido de forma esquisita e condicionado em vários níveis qualquer tentativa de debate público ou oportunidade de esclarecimentos de algumas situações ocorridas…», afirmou o MLSTP.

O Movimento Basta, através do seu coordenador, Salvador Ramos, também chamou a imprensa para repudiar o comunicado do governo.

«O Movimento Basta condena essa atitude precipitada do governo e alerta toda a opinião pública nacional e internacional para as eventuais tentativas de se adulterar a verdade que toda a sociedade espera ver esclarecida», concluiu o movimento que tem 2 assentos no parlamento.

Abel Veiga