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STP já não vai atingir a meta de eliminação do paludismo em 2025

João Alcântara Director do Programa Nacional de Luta contra o Paludismo, anunciou o fim da meta para eliminação do paludismo em São Tomé e Príncipe. Já não será possível em 2025, garantiu o director.

«Está comprometido porque para atingirmos a meta de 2025, tínhamos que ter zero casos neste ano. Então a meta está comprometida», declarou João Alcântara.

Segundo o responsável do programa de luta contra a doença são fases que têm que ser cumpridas para atingir a cerificação de eliminação.

Ao invés de zero casos de paludismo, São Tomé e Príncipe regista neste ano 2022 um recrudescimento do paludismo.

«Estamos com 705 casos de paludismo à mais do que o esperado. Neste ano, já registamos 1500casos de paludismo. Podemos ter muito mais do que 1500 casos, pois estamos ainda no quarto mês do ano», precisou.

A estratégia nacional de luta contra o paludismo, vai ser revista, e a meta para eliminação vai ser prorrogada.

Testagem de paludismo

«Neste plano vamos definir novas medidas para combater o paludismo. Vamos também delinear metas para um novo processo com vista a eliminação do paludismo», confirmou o director do Programa de Luta contra o paludismo.

No quadro da nova estratégia de luta contra a doença, o centro nacional de endemias, pretende aumentar a cobertura de pulverização das casas. Segundo João Alcântara até agora a cobertura de pulverização das casas não atingiu os 80%. Um incumprimento que constitui uma das causas do fracasso na eliminação da doença.

Pulverização das casas

Reforço do uso de mosquiteiros é outra medida importante a que se junta a aplicação de insecticidas nos criadores de mosquitos.

Medidas que segundo João Alcântara deverão provocar a redução do número de casos de paludismo nos próximos tempos.

Abel Veiga